AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE FRONTEIRA

Um pouco de História / O Patrono

DA ESCOLA PREPARATÓRIA AO AGRUPAMENTO

AEF

A Escola Preparatória de Fronteira entrou em funcionamento no ano letivo de 1975-1976, conforme estabelecido pela Portaria nº 791/75 de 31 de Dezembro.

De acordo com o Despacho Conjunto 19/SERE/SEAM/90 de 15/5, foi instituído em regime de experiência pedagógica, um novo tipo de Escola Básica Integrada de nove anos de escolaridade, uma em cada Direcção Regional de Educação, a ser implementada no ano lectivo seguinte.

Em 16/10/92, o conjunto de escolas inicialmente seleccionadas beneficia de um alargamento, formalizado pelo Despacho 45/SEEBS/SERE/92, para funcionarem no ano lectivo 92/93. Em lista anexa do referido Despacho incluía-se, na então Direcção Regional de Educação do Sul, a Escola Preparatória de Fronteira.

No ano letivo 93/94, a Escola Básica Integrada de Fronteira passou a ter como Escolas Pólo as Escolas do 1º Ciclo de Vale de Seda, Cabeço de Vide e Vale de Maceiras.

No ano lectivo 95/96, sob proposta da escola e com os pareceres favoráveis da autarquia e dos representantes dos encarregados de educação, após debate interno entre várias propostas, passou a designar-se por Escola Básica Integrada Frei Manuel Cardoso (Despacho 50/SEAE/96 de 23/5).

Em 1998, com a implementação do regime de Autonomia, Administração e Gestão das Escolas (Decreto-Lei nº 115 – A/98) é, finalmente, dado o enquadramento legal à situação da E.B.I. Frei Manuel

Cardoso, pela tomada de posse em 13 de Julho, em Portalegre, no C.A.E. do Alto Alentejo, da Comissão Executiva Instaladora do Agrupamento de Escolas Básicas Integradas com Jardins de Infância Frei Manuel Cardoso Fronteira (Portaria no 549/98 de 19 de Agosto).

Nos termos do Despacho no 57-I/ME/98 o Agrupamento de Escolas é constituído pelos seguintes estabelecimentos:

• E.B. 1 c/ J.I. de Cabeço de Vide

• E.B.I. Frei Manuel Cardoso, Fronteira

Caracterização das escolas

E.B 1 c/ J.I. de Cabeço de Vide – Situado na Av. da Libertação, este edifício com características arquitectónicas do Plano dos Centenários foi concluído em 1958, tendo entrado em funcionamento nesse mesmo ano. É constituído por dois pisos, com três salas de aulas em cada um. Tem dois

alpendres, localizados um de cada lado do edifício e seis instalações

sanitárias.

No rés-do-chão funciona a turma do pré-escolar, a segunda e a terceira salas foram adaptadas, respectivamente para o funcionamento do

refeitório e para o centro de recursos.

No primeiro andar funcionam duas turmas do 1º ciclo, estando a terceira sala ocupada por actividades de A.T.L.

Em redor do edifício existe um amplo espaço de recreio.

Escola Básica 1,2,3 c/ J.I. Frei Manuel Cardoso -

Localizado junto ao Largo da Estação, este edifício, de construção recente, é composto por rés-do-chão, primeiro andar e pavilhão gimnodesportivo.

Dispõe de dezassete salas de aula, dois seminários, dois laboratórios, cinco gabinetes de trabalho, uma mediateca, uma sala de informática, sala de reuniões, sala de directores de turma, sala de enfermagem, sala de professores, sala de atendimento a E.E; reprografia, arquivo, papelaria, refeitório e cozinha, bufete, sala de convívio de alunos, sala de pessoal de cozinha, sala de pessoal auxiliar, serviços administrativos, gabinete do chefe dos serviços administrativos e duas salas de conselho executivo. Doze

arrumos e onze instalações sanitárias.

O edifício gimnodesportivo é composto por um gabinete de trabalho, dois balneários, uma sala especializada, um polidesportivo, duas instalações sanitárias e dois arrumos.

Esta escola entrou em funcionamento dia 21 de Abril de 2004 e foi inaugurada pelo Ministro da Educação, Prof. Dr. José David Gomes Justino, a 23 de Abril do mesmo ano.

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O PATRONO "FREI MANUEL CARDOSO"

FMCardoso

Era Frei Manuel Cardoso filho de Francisco Vaz e Isabel Cardosa, modestos proprietários alentejanos. Nasceu na vila de Fronteira, nos primeiros dias do mês de Dezembro de 1566. Frei Manuel Cardoso teve, pelo menos, dois irmãos, Pedro e Domingos, dos quais nada se sabe a não ser que um deles recebeu o hábito de Cristo. No entanto, André Cardoso, seu parente pelo lado materno, alcançou o grau de Mestre de Artes, em 1603, na Universidade de Évora. Pelo lado paterno, há a notícia de Afonso Vaz, dez anos mais novo que Manuel Cardoso, que chegou a ser lente substituto de Teologia na já referida universidade. A conclusão a tirar é a de que os Vaz e os Cardoso, embora famílias modestas, seriam de alguns bens, que souberam aproveitar na promoção dos filhos, nomeadamente através da cultura. Na época a que nos reportamos, era fácil a admissão numa escola conventual, mas a admissão num colégio como o dos moços do coro da Sé de Évora, obedecia como é óbvio, a outras exigências. Os candidatos tinham que provar ter boa voz e natural inclinação para a música. A aprendizagem começava cedo, pelos 8-10 anos. O pequeno Manuel Cardoso entrou em 1574 ou 1575, numa época de apogeu da claustra eborense, em que a escolha era rigorosíssima, até porque havia um “numerus clausus” de doze vagas. Foi também abrangido pelos novos estatutos, da responsabilidade do Cardeal D. Henrique, os quais possibilitavam aos moços do coro a passagem a colegiais dando-lhes mais quatro anos de estudo. Previra-se, ainda, para casos excepcionais, a continuação mais aprofundada dos estudos; tendo-se criado, em 1562, um colégio de porcionistas onde, segundo José Augusto Alegria, permaneceu Manuel Cardoso até ser admitido no Convento do Carmo, em Lisboa. Aí tomou o hábito, em 1 de Julho de 1588, e viveu o longo espaço de sessenta e dois anos. Aos 82 anos, ainda teve oportunidade de ver sair, da oficina que lhe imprimia todos os livros, o último, datado de 1648. AVTORE FRATE EMMANUELE CARDOSO, LUSITANO DE FRONTEIRA era como se apresentava nos livros de música que publicou; apesar de ter abandonado o seu torrão natal bastante novo, jamais esqueceu das suas raízes “Lusitano de Fronteira”. Em 24 de Novembro de 1650, com a idade de 84 anos, faleceu Frei Manuel Cardoso. Os seus restos mortais foram sepultados no cemitério do convento. Frei Manuel Cardoso pertence a uma notável geração de compositores portugueses que deixaram a sua marca na História da cultura musical dos séculos XVI e XVII. Conhecida por “geração dos polifonistas” nela se incluem Duarte Lobo, Francisco Martins, Estêvão Lopes e Cosme de Baena Ferreira, entre outros, demonstraram com inegável brilho a nossa conotação espiritual com as raízes da cultura europeia. Segundo Frei Manuel de Sá, a obra impressa de Frei Manuel Cardoso consta de seis livros: quatro de missas, um de magnificas e outro de semana santa; o que faz dele o compositor português com maior volume de obra impressa. Dos três livros de Missas que chegaram até nós o primeiro foi impresso em 1625 e dedicado a D.João IV, ainda simplesmente Duque de Barcelos; o segundo impresso em 1636 oferecido ao mesmo D.João e o terceiro, impresso no mesmo ano, dedicado a Filipe IV de Espanha. À Fundação Calouste Gulbenkian se deve a publicação da sua obra, em transcrição moderna, na colecção Portugaliae Musica, bem como parte desta em edição discográfica.

Última alteração: Quinta, 13 Abril 2017, 13:01
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